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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Economia

Rio+20: Cooperativas mostram a sociobiodiversidade da Mata Atlântica
Na programação paralela da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - a Rio+20, produtores de todos os biomas brasileiros apresentarão produtos tradicionais

O Programa Mercado Mata Atlântica vai levar representantes de 16 cooperativas e associações cadastradas para expor e comercializar artesanato, alimentos e cosméticos sustentáveis oriundos do bioma para a Praça da Sociobiodiversidade, que funcionará durante a conferência, que será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

O programa foi criado em 2006 e é coordenado pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).  A rede de produtores promove o desenvolvimento com base na sustentabilidade, o comércio justo e solidário, e ainda busca aproximar quem faz de quem compra, estimulando o consumo responsável.

 “Os produtos que estarão expostos têm grande apelo no comércio sustentável, pois tem grande valor agregado e designer atrativo. É um tipo de artesanato funcional, decorativo com possibilidade de uso prático”, ressalta Marcéu Pereira, coordenador do Programa.

“Homens e mulheres de fibra”
Em Alagoas, mais precisamente no município de União de Palmares, residem 25 famílias que compõe a Associação dos Artesãos do Povoado de Jacinto – A Zumbanarte.  A primeira parte da sigla remete a Zumbi, importante líder do Quilombo de Palmares, na Serra da barriga, local onde buscam a matéria-prima. Em seguida, faz referência à banana – fonte primária do artesanato deles. E, por fim, à arte propriamente dita.

O convite para expor na Rio+20 funcionou como uma injeção de ânimo para os associados pois, em 2010, União dos Palmares e municípios vizinhos foram atingidos por uma grande enchente. Com isso, a Zumbanarte perdeu cerca de 80% de sua produção. “Se não fosse a enchente, estávamos mais estruturados. Tínhamos muitas encomendas e condições de aumentar a produção, mas não desistimos não”, relembra Silva.

A folha e a palha da bananeira, anteriormente considerada lixo da produção da banana, hoje, transforma-se em bolsas, pastas, porta-documentos, porta-retratos, papel artesanal, caixas para presentes e uma infinidade de peças que serão comercializadas na conferência. “Participar de um evento deste porte nos dá condições de vender, fazer boas parcerias, e quem sabe levar nossa arte para outros países”, comemora o presidente da associação Geovane Gomes da Silva.
 
Com oito anos de existência, a Zumbanarte, é filiada ao Programa Mercado Mata desde 2007. “A parceria com o programa capacitou e estruturou a associação, divulgou nossos produtos e nos levou para comercializar em vários estados do Brasil. Foi muito proveitosa”, comemora o presidente da associação.

Silva foi o primeiro homem a compor a Zumbanarte. “No inicio eram três mulheres que viram na TV o artesanato feito com a fibra da bananeira. Elas sabiam que aqui do lado, no quilombo, havia muita matéria-prima, então resolveram fazer. E fizeram, venderam, fizeram mais, venderam mais. Então comecei ajudá-las, gostaram do meu trabalho e estou aqui até hoje”, rememora.

A força feminina está presente também no município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, a 855 km de União dos Palmares. Lá, vinte baianas formam a Associação de Mulheres Artesãs do Povoado de Ponto Central e, desde 2005, produzem artesanato à base da fibra da piaçava e do buriti.

Essas baianas levarão seus produtos para a Rio+20. Souplasts, bombonieres, bolsas, bandejas e porta-objetos variados vão ser alguns dos destaques do estande das artesãs de Ponto Central. Jeane Ferreira Santos, que preside a associação, está animada. “É uma satisfação enorme para nós participar da conferência. Já aumentamos a produção e esperando vender tudo lá”, comemora a presidente da associação.

O modo de produção com foco na preservação do meio ambiente é presença constante no cotidiano da associação. “No trabalho nós usamos cada centímetro da fibra da piaçava, não desperdiçamos nada, para que nunca falte matéria-prima”, explica a presidente.

Por: Sandra Cecília

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Economia

2012, o ano do cooperativismo
Representantes do governo e sociedade civil representativa discutiram as medidas a serem tomadas acerca do ano cooperativismo na 5ª Edição da Agrobrasília, nesta quarta-feira (16).

“Este é um ano emblemático que traz muita expectativa e responsabilidade”, avaliou Luis Fernando Tividini, coordenador de apoio a organizações associativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), fazendo alusão a 2012: o ano do cooperativismo - determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A celebração instituída em 2009, por meio da Resolução A/RES/64/136, é uma resposta à demanda da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que tem como objetivo comum buscar o desenvolvimento econômico sustentado, a atenuação da pobreza e a intercooperação.

Ao determinar um ano internacional, a ONU busca chamar a atenção de todos os atores sociais para temas relevantes e mundiais. Com o mote “Cooperativas constroem um mundo melhor”, a temática reflete não apenas o espírito cooperativista, mas também o compromisso do segmento com o desenvolvimento global.

O coordenador ainda ressaltou a importância do modelo de desenvolvimento. “O trabalho cooperado fortalece o setor econômico, social e cultural. Tudo de forma sustentável”, garante.

Representantes de MDA e Mapa discutem ano do
cooperativismo. Foto: Marcos Duarte/MDA


Debates: Cooperativismo e desenvolvimento socioeconômico

“É necessário ouvir as entidades representativas para estabelecer as políticas públicas setoriais efetivas”, afirmou Vera Daller, diretora do Departamento de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


Realizado em forma de talk show - tipo de debate onde um grupo de pessoas se reúne e discute vários tópicos que são sugeridos. O mediador das discussões, Luiz Lesse Moura Santos, técnico do Denacoop e presidente da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores do Poder Executivo Federal em Brasília, foi escolhido para a função por conseguir analisar ambos os lados do discurso. “Os debates foram enriquecedores”, afirmou. “Podemos ver com clareza que no governo temos pessoas com espírito cooperativista, com comprometimento e boa vontade”, acrescentou.

Alertando acerca dos desafios do modelo de desenvolvimento de cooperação, o diretor presidente da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários – A Unisol –,  Arildo Mota Lopes foi um dos representantes da sociedade civil no evento. “A grande questão é criar consensos entre as diversas instâncias de poder e aprovar o marco legal que fomente homens e mulheres cooperados”, concluiu.

A criação de uma moeda comemorativa, um sorteio de extração da loteria federal e um ato no Congresso Nacional no dia do cooperativismo, em julho, estão previstos na pauta de comemoração do ano do cooperativismo, segundo a gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella.

Por: Sandra Cecília

Economia

Receita Federal e Inmetro se unem para fiscalizar importados   Convênio assinado na primeira semana de abril estabelece a cooperação técnica entre as entidades.
 

Secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto,
e o presidente do Inmetro, João Alziro da Jornada.
Foto: Antonio Eduardo Maciel.
A assinatura do convênio faz parte do conjunto de medidas de defesa comercial anunciadas pelo Governo Federal no Plano Brasil Maior, para garantir a concorrência leal com o produto da indústria nacional e a proteção do mercado consumidor brasileiro.

Segundo o texto do convênio, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro -, ficará à disposição da Aduana para verificar, durante o processo de desembaraço das mercadorias, sua conformidade com os regulamentos técnicos do Brasil. O Inmetro também poderá indicar à Receita casos que julgar suspeitos de importação de mercadoria não conforme, detectados em suas atividades de rotina.
 
Além disso, o Instituto também irá colaborar com a capacitação dos servidores da RFB para a identificação de mercadorias objeto de regulamentação técnica e disponibilizará informações sobre tais normas.
  
Já à Receita Federal caberá submeter à conferência física, conforme análise de risco, as mercadorias sujeitas às normas técnicas e a controle administrativo na importação. A retirada das amostras deverá seguir as orientações do Inmetro e do Conselho Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Conmetro. A Receita também irá disponibilizar ao Inmetro suas estatísticas sobre o comércio internacional, sempre observando o sigilo fiscal.

A implantação do convênio será progressiva. De comum acordo serão estabelecidas as mercadorias objeto de seleção e retirada de amostras ou as unidades de desembaraço prioritárias. O gerenciamento do convênio será feito pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira na Receita Federal e, no Inmetro, pelas Diretorias de Qualidade - Dqual e de Metrologia Legal – Dimel.

Por: Antonio Eduardo maciel, Priscilla Costa Alves e Thayara Cristine.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Economia

Alimentação Escolar: Santa Rosa (RS) faz a lição de casa
Prefeitura de Santa Rosa usa 57% do repasse do FNDE para alimentação escolar da agricultura familiar, taxa muito acima da média nacional

Descendo a estradinha rural, passando por algumas lombadas, ao longe se vêem as hortas, as estufas, os tanques de açude e os canteiros. Mais adiante, uma casa com grande porão e gramado. Esta é a descrição do sítio de sete hectares onde mora a família da agricultora Cornélia Nikel Bortoli.

Foto: Lisandra Steffen

Ela e outros 78 associados da Cooperativa Agropecuária de Economia Solidária (Coopersol) são responsáveis pela maior parte dos alimentos destinados à merenda servida pela rede de ensino do Município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.

Hoje, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassa cerca de R$ 1,2 milhão por ano para a merenda escolar de Santa Rosa. Deste montante, 57% são utilizados para a compra de produtos da agricultura familiar, o que assegura um total de R$ 726 mil/ano para os cooperados. Esta taxa é considerada excelente para a média nacional.

Cornélia, ao lado do marido, dos sogros e de quatro funcionários, é responsável pela produção semanal de aproximadamente 2,5 mil quilos de produtos, como tempero verde, alface, tomate, cenoura, beterraba, pepino, vagem, rabanete, brócolis e rúcula. Os produtos destinados à merenda escolar são entregues a cada 15 dias. O restante é comercializado na feira municipal e mercados locais.

A produção da Coopersol é destinada a 52 centros de ensino e reforça a merenda escolar de 18 mil alunos. “É muita satisfação saber que o teu alimento, que é saudável e produzido com tanto carinho, está na mesa das crianças”, revela Cornélia.

Alimentação de qualidade nas escolas de Santa Rosa (RS)
A Lei da Alimentação Escolar, aprovada em 2009, determina que no mínimo 30% dos recursos do FNDE sejam destinados à compra de produtos da agricultura familiar. No mesmo ano em que a lei entrou em vigor, a Prefeitura de Santa Rosa criou uma equipe formada por servidores das Secretarias de Educação e Agropecuária e técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS) para organizar os agricultores familiares do município. “A agricultura familiar no nosso município é um das principais fontes de desenvolvimento, e o tema da alimentação escolar veio como uma garantia da comercialização”, explica o prefeito Orlando Desconsi.

“Com produtos que chegam às escolas ainda fresquinhos, conseguimos contemplar os três grupos principais para uma boa nutrição, que são os carboidratos, os sais minerais e as proteínas”, explica a nutricionista Lori Passinato, que trabalha há 19 anos na prefeitura e fez parte da equipe que participou do processo de organização dos produtores.

Por: Sandra Cecília

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Economia

Artesanato sustentável será exposto em São Paulo

Mais de 2 mil artesãs da agricultura familiar de 16 estados brasileiros serão representadas na 28ª Feira de Negócios da Associação Paulista de Supermercados - Feira Apas 2012, que ocorrerá entre os dias 07 de 10 de maio na Expo Center Norte, em São Paulo.
Essas artesãs integram o Programa Talentos do Brasil que foi desenvolvido em 2005 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e visa promover a geração de emprego e renda e, ainda, agregar valor à produção de grupos de artesãos rurais.

Durante a feira as artesãs vão apresentar ao público - nacional e internacional - ecobags da nova campanha “Eu Amo o Brasil”, que faz alusão ao momento pré copa do mundo que o país vive. Outros produtos como sousplat - descanso de prato semelhante a um jogo americano -, porta guardanapos e toalhas bordadas, todos igualmente ecológicos, também estarão expostos.

Palha de palmeiras como o buriti e o tururi, coco e palha de babaçu, cipós, couro de peixe, sementes, sisal, sobras de madeira, bagaço de cana, algodão orgânico, lã de carneiro, crina de cavalo e pedras preciosas. Esses são alguns itens utilizados como matéria-prima pelos associados, oriundos da biodiversidade brasileira, que agregados às  técnicas tradicionais dão vida aos artigos de moda e utilitários diversos.

Patricia Mendes, coordenadora geral do Programa Talentos do Brasil, está otimista. “A expectativa é ampliar as negociações com a rede varejista. A Cooperunica está preparada para atender a demanda dos supermercados, pois além de produtos de qualidade ela possui metodologia que possibilita a implementação de ferramentas gestoras”, afirma.

Criada em 2009, para dar apoio jurídico às artesãs do programa, a Cooperunica – Cooperativa Marca Única, é um dos dez empreendimentos que vão expor seus produtos no estande que o MDA ocupará na Feira e terão a oportunidade de inserir e ampliar a oferta de seus produtos nas redes de varejo.

Desenvolvimento sustentável do Brasil para o Mundo

Os 18 grupos produtivos, que formam o Talentos do Brasil e a Coperunica, já tiveram a oportunidade de participar e divulgar seus trabalhos em eventos nacionais e internacionais, como a Feira Nacional da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária (Fenafra), o Paris Prêt-à-Porter e em diversos desfiles de moda. Em março passado, essas riquezas feitas à mão por agricultoras familiares foram levadas à maior feira de produtos naturais dos Estados Unidos, a Expo West – Natural Products, em  Anaheim, no estado da Califórnia.

Além disso, por meio de intercâmbio, as artesãs mantêm contato com grupos de outros países, o que possibilita a troca de experiências. “Nós temos o intercâmbio Brasil-Moçambique e a história mostra que a técnica é usada há muitos e muitos anos também na África”, informa Maria Joelma da Silva, artesã e diretora financeira da Cooperunica.

Maria Joelma faz parte do grupo produtivo Cá e Lá, dos municípios baianos de Entre Rios e Mata de São João, onde, pelas mãos de 296 artesãs de seis associações, a palha de piaçava se transforma em carteiras, bolsas, chapéus, porta-moedas, chaveiros, jogos americanos e sousplats.

O programa viabilizou a profissionalização do extrativismo que faz parte da cultura da região, gerou renda e agregou valor ao trabalho manual sustentável. "Participar de uma feira nacional foi como  subir mais um degrau. Mas participar de uma feira nos Estados Unidos foi o maior orgulho de nossa vida”, comemora.

Expectativas para 2012

Ainda segundo a coordenadora Patricia Mendes, 2012 representa mais um ano de expansão das ações do programa. Estão previstas chamadas de seleção de grupos, com portfólio, voltados para a sociobiodiversidade brasileira. As datas e os regulamentos serão divulgados a partir da confirmação.

Os produtos do Talentos do Brasil podem ser adquiridos por meio da loja virtual do programa. Para mais informações  acesse a página do MDA ou escreva para talentosdobrasil@mda.gov.br.

Por: Sandra Cecília

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Economia

Há opções para todos
Novas modalidades de crédito e economia aquecida permitem que pessoas de classe A a D consigam comprar casa própria, ainda que fora do Plano Piloto

Em Brasília a constante valorização dos imóveis, está forçando parte das famílias de classe B, que pretendiam ter casa própria no Plano Piloto, a irem para outras cidades como Águas Claras e Cruzeiro. Devido à supervalorização dos imóveis no centro de Brasília, as classes C e D também não conseguem ter casa própria no Plano Piloto e acabam migrando para cidades satélites.
Este é o caso do Analista de sistemas Evandro Costa da Silva. Depois de pesquisar valores de imóveis acabou optando por uma casa no Cruzeiro Velho. Pelo fato de ter três filhos, Evandro e sua esposa Tatiane Cardoso Gomes, que é enfermeira, analisaram apartamentos na Asa Sul e casas no Cruzeiro. O casal comparou e destacou as principais diferenças entre os imóveis.

Os apartamentos que olharam eram velhos, e teria que ser feita uma boa reforma. Além disso, os prédios não tinha garagem, eram menores que as casas do Cruzeiro e, por serem apartamentos, a privacidade ficaria limitada.

A decisão da compra do primeiro imóvel fez com que o casal pensasse nas prioridades e necessidades de sua família. Segurança e área de lazer foram os critérios decisivos para a compra da casa.

No caso citado, a família tem uma renda mensal superior a R$10 mil. Pertence, então, à classe B (classe média). A classe A predomina nas Asas Sul e Norte, Lagos Sul e Norte e Sudoeste.

De acordo com a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), as classes existentes no Brasil são divididas da seguinte forma:

CLASSE
SALÁRIOS MÍNIMOS
RENDA FAMILIAR R$
A
Acima de 20
Acima de R$10.200
B
Entre 10 e 20
De R$5.100 a R$10.200
C
Entre 4 e 10
De R$2.040 a R$5.100
D
Entre 2 e 4
De R$1.20 a R$2.040
E
Até 2
Até R$1.020
Fonte: IBGE.


Perspectivas para classes C e D

As pessoas de menor poder aquisitivo, pertencentes às classes C e D, moram, em sua grande maioria, em cidades satélites e do entorno de Brasília, como Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Luziânia. São pessoas que sonham com a casa própria, e que estão cada vez mais próximas da realização.

Com prazos de
financiamento entre 20 e 30 anos, possibilidade de utilizar o FGTS, expansão do mercado de trabalho e muitas outras facilidades que o governo tem disponibilizado, as pessoas de classes mais baixas conseguem comprar a tão almejada casa própria.

É o caso de Nilsileia Ribeiro, moradora do Riacho Fundo II. A secretária e seu marido, Wanderson Silva, motorista há 15 anos, conseguiram financiar uma casa tendo a renda mensal equivalente a sete salários mínimos. O financiamento foi feito pela CAIXA e o valor das mensalidades é em torno de R$ 460 por 30 anos. Nilsileia afirma que foi uma grande conquista, pois pagava aluguel superior a esse valor e agora paga a própria casa, podendo assim garantir o futuro do filho. “Sei que trinta anos é muito tempo, mais paguei aluguel a vida inteira e nunca tive retorno algum, eu tinha a impressão que todo mês jogava dinheiro fora. Agora tenho uma vida nova, moro no que é meu, e posso deixar alguma coisa para meu filho”, conta Nilsileia.

Há algumas décadas o sonho da casa própria povoa o imaginário e o coração dos brasileiros. A sensação de segurança proveniente da conquista de um teto sob o qual pode ser colocada toda a família dá o tom maior nessa fantasia. Em Brasília, uma grande parte da população tem conseguido comprar sua moradia própria, porém nem sempre se pode morar nas cidades sonhadas. Muitas pessoas de classe mais baixa conseguem comprar apartamentos e casas no entorno, o que, de acordo com a corretora de imóveis Glaucia Garreto, têm sido uma boa saída, pois estão investindo e proporcionando qualidade de vida, mesmo que longe do Plano Piloto.


Por: Roberta Mrad

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Economia

Horário de verão será o mais longo desde 1985
Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Bahia adiantaram em uma hora os relógios

O horário de verão vai trazer uma economia para o país entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões, segundo estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico [ONS]. O horário de verão terá 133 dias de duração e é o mais longo desde 1985, segundo o Operador. Ele ocorrerá este ano em três regiões brasileiras - Sudeste, Centro-Oeste e Sul - mais o estado da Bahia, adesão pedida pelo governador do estado, Jaques Wagner, para manter-se junto ao horário de Brasília. A economia estimada será de 4,6%, ou o equivalente a 2.650 megawatts (MW).

A maior redução deverá ocorrer na Região Sul (4,9%), correspondendo a 600 MW. Isso significa, segundo o ONS, 75% da demanda de Curitiba (PR) ou três vezes a de Florianópolis (SC). Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste juntas, a diminuição projetada do consumo é 4,6% e corresponde a 2.050 MW, ou duas vezes a demanda de Belo Horizonte e duas vezes e meia a de Brasília.


Brasília e mais 11 estados aderiram ao horário de verão
foto: site vilaplanalto.com

Dentro das residências o grande vilão é o chuveiro elétrico. Segundo o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica da Eletrobras (Procel), ele responde por 24% do valor da conta de luz de uma residência. Lâmpadas incandescentes e a função stand by dos aparelhos eletrônicos também são grandes consumidores de energia.

Adaptação

A população sofre com a adaptação, alguns demoram de uma a duas semanas para se acostumar e outras nunca se acostumam. Para Nathália Marinho, operadora de telemarketing, a rotina de acordar às 5 horas da manhã sempre se complica com o horário de verão. “Na primeira semana lembro que coloquei o celular para despertar cinco vezes, quase não acordo”, disse. Nathália diz ainda que tem dificuldades para se adaptar ao horário de verão. “É muito ruim. Quando eu começo a me acostumar ele [o horário de verão] termina”, brinca. Já Francisco de Salles, mecânico, comenta que com o horário de verão ele tem mais tempo para se divertir no final da tarde. “Saímos e ainda está claro, dar pra curtir um barzinho no final do expediente com a galera do serviço e amigos. Sempre gostei, queria que fosse o ano todo”, afirma.

O horário de verão, que começou no dia 16 de outubro, vai até 26 de fevereiro do próximo ano.

Por: Ivo de Sousa

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Economia

Comerciantes brasilienses abrirão vagas temporárias neste fim de ano
Mais de metade de das empresas  vão contratar. 100% das lojas de departamento farão recrutamento.

Final de ano é sinônimo de aumento nas vendas, já que o Natal é data mais lucrativa entre os 12 meses - principalmente para as empresas de varejo. Focando nisso os comerciantes do Distrito Federal começaram a reforçar o quadro de funcionários. Segundo levantamento realizado pela Federação do Comércio do Distrito Federal, Fecomércio, 54% dos empresários do setor farão o uso de mão de obra temporária no período. Em 2010, este índice foi de 28,8%.

Foto: Rafael Silva
O levantamento mostra que o número ainda pode aumentar, tendo em vista que 7% dos entrevistados estão indecisos. A pesquisa ouviu 212 lojistas de dez segmentos entre 3 e 7 de outubro de 2011. Bruno Lopes, funcionário da loja de departamento Americanas,  diz que “todas as lojas da rede Americanas farão contratações, com possibilidades de efetivação.”

De acordo com a pesquisa, os empresários de lojas de departamento são os mais propensos a contratar funcionários temporários. Todos eles responderam que irão ampliar o quadro funcional. São seguidos pelos comerciantes de Calçados (83% vão contratar), Perfumaria (80%), Material Esportivo (71%), Livraria (67%) e Supermercado (53%). Entre os que não vão contratar, 74% afirmaram que as equipes estão completas; 19% só contratam definitivamente; 4% não contratam por ignorar alterações no movimento; e 3% trabalham apenas com Jovem Aprendiz.

Em relação aos empresários que abrirão vagas temporárias, 5% iniciaram a contratação na segunda quinzena de setembro, enquanto 18% contratarão na primeira quinzena de outubro e 25% empregarão a partir da segunda quinzena do mesmo mês. Outros 36% pretendem contratar somente na primeira quinzena de novembro e 14% contratarão na segunda quinzena do penúltimo mês do ano. Apenas 2% iniciarão a contração em dezembro.


Qualificação

O Instituto Fecomercio está com inscrições abertas para 4 cursos na área de logística. Os cursos têm carga horária de 15 horas e são ministrados por consultores credenciados e cadastrados no Instituto Fecomercio.  Os participantes recebem certificados, apostilas e material de apoio. Os cursos são realizados no Instituto Fecomercio, localizado no SCS Qd. 06, Edifício Jessé Freire, 6º andar. Inscrições e informações: (61) 3962.2015/ 2005 ou www.cursosif.com.br

Por: Rafael Silva



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Economia

Greves atrapalham vida dos brasileiros
Greve dos Correios e dos Bancários paralisam e causam transtornos à população

Duas greves em serviços essenciais nos últimos 30 dias atrapalharam e muito a vida dos brasileiros. As greves dos trabalhadores da Empresa de Correios de Telégrafos (ECT) e dos Bancários deixaram muitos problemas sem solução para a população. Problemas esses que se completam: contas que não chegam e agências que não abrem para a quitação das dívidas. Os serviços de entrega rápida dos Correios (Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque Coleta) ficaram suspensos temporariamente por causa da greve. Muitas encomendas e boletos bancários não chegaram na data prevista, causando aborrecimentos.

Silvânia não consegue ser atendida na 
agência do Banco do Brasil na 
116 Norte.  Foto: Ivo de Sousa Lima

A estudante de jornalismo Kelly Amaro teve transtornos para receber o salário do estágio. Ela recebe em cheque e não conseguiu resgatar o valor. Segundo Kelly, a espera chegou a quase 15 dias para receber o valor depositado em outra conta devido à greve. “Dependia do dinheiro. Estou endividada, as contas atrasaram porque não tinha dinheiro nos dias para quita-las”, informou Kelly.

Já a enfermeira Silvânia da Silva Fernandes relata que está com as contas atrasadas por causa de um problema na senha de acesso ao caixa eletrônico. A senha dela foi bloqueada e o problema agora é que ela não consegue ser atendida em uma agência e, dessa forma, não tem acesso a uma nova senha. “A greve está me atrapalhando muito. Não consigo pagar as minhas contas, não consigo sacar dinheiro. Não posso pagar porque as contas não chegam”, desabafou.


Robson Expedito da Silva, motorista, disse que entende a greve, mas reclama que o movimento está causando prejuízo à população. “Acho que cada um tem os seus direitos, mas eles [bancários] precisam olhar para a população”, declarou.

Entenda os casos

Greve nos Correios durou 30 dias. Foto: Agência Brasil
Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem proposta de reajuste de 8% feita pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Além disso, a categoria reivindica isonomia de direitos, jornada de 6 horas para todos, recuperação das perdas salariais acumuladas, mais contratações, combate ao assédio moral, segurança, melhores condições de trabalho e atendimento digno para os clientes.

Nesta segunda-feira, os funcionários dos bancos privados aceitaram a proposta dos patrões e decidiram retornar ao serviço.

Já os trabalhadores dos Correios entraram em greve no dia 14 de setembro. Os funcionários queriam reajuste salarial de 7,16% , referentes à inflação, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação e aumento real de R$ 400. Além disso, querem que o piso salarial, que hoje é R$ 807, passe para R$ 1.635. Como não houve acordo entre governo e trabalhadores em encontros ocorridos durante a paralisação, a decisão a respeito do assunto ficou a cargo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que ordenou que os trabalhadores da Empresa de Correiros e Telégrafos (ECT) a encerrarem a greve, o que ocorreu na última quinta-feira (13).

Por: Ivo de Sousa

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Economia

Comércio na expectativa do dia das crianças
Além das opções de compras, crianças do DF têm váarias opções de lazer
O cenário positivo da economia brasileira, alimentado por notícias de aumento do crédito e retomada do crescimento, deve se refletir nas vendas do Dia das Crianças. No último final de semana antes do feriado do dia 12 de outubro, o comércio já comemorava o aumento do movimento de pessoas nas lojas, feiras e shoppings em Brasília.

A procura de presentes é, na maioria dos casos, por brinquedos. Lojas desse segmento estão lotadas e devem permanecer assim até a próxima terça-feira, 11 de outubro. Plano Piloto e Taguatinga são as principais cidades onde as pessoas vão comprar. Moradores das cidades satélites centralizam os locais de compras nesses dois grandes centros.

Jeane Gomes Santos, moradora de Samambaia, diz que é mais prático e também as opções no comércio são maiores. “Além dos shoppings, existem as lojas e as feiras. É mais fácil achar os brinquedos que eles querem”, justifica.

A Galinha Pintadinha é uma das atrações do Brasília Shopping, no Plano Piloto. Imagem: reprodução.

Na maioria dos casos, os pais têm levado as crianças, aproveitando o fim de semana, para comprar os presentes. Os shoppings têm diversificado em sua programação. No Brasília Shopping, acontece até a quarta-feira a apresentação de filmes da Galinha Pintadinha. No espaço reservado para os pequenos, há exibição de vídeos no cineminha além da possibilidade de tirar fotos com a personagem, que é sucesso entre as crianças. O espaço funciona dss 12h às 20h e a entrada é gratuita. 

Por: Ivo de Sousa Lima

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Editorial

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