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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Emprego

Redes Sociais no trabalho. É permitido?


Facebook é o líder de acessos. Fonte: GentisPanel.

O MSN, o Twitter, o Facebook e o Orkut são algumas das redes sociais mais utilizadas por milhares de pessoas. No entanto, no trabalho, elas podem ser as vilãs do bom desempenho. Algumas empresas necessitam do recurso como ferramenta de trabalho e outras temem que os funcionários utilizem os sites de relacionamento somente para conversas pessoais.


De acordo com uma pesquisa feita pela GentisPanel, uma empresa de consultoria de mercado, o uso das redes sociais no ambiente de trabalho é aceito por 55% dos executivos brasileiros. Algumas empresas destacam que o networking feito entre os profissionais via redes sociais possibilita a geração de novos negócios para a companhia, além de aliviar o stress e proporcionar relaxamento e descontração no ambiente de trabalho.


Patrícia Freire é contra o bloqueio.
Foto: arquivo pessoal.

Várias empresas consideram que liberar o acesso às redes sociais pode interferir no rendimento dos funcionários, fazendo com que trabalhem menos. Para lidar com essa situação, algumas instituições preferiram não bloquear totalmente o acesso a esses sites, liberando cotas de uso diárias.

Mas o que acham os principais interessados na liberação ou proibição do uso das mídias sociais- os empregados? Patrícia Freire, jornalista, 23 anos, diz seu ponto de vista sobre o assunto: "Aqui no trabalho nós precisamos acessar as redes sociais, monitorar o que acontece na rede, mas de um tempo pra cá, cortaram esse nosso acesso. Eu achei ridículo! Como uma área de comunicação não pode acessar as mídias?! Tem gente que acaba abusando do livre acesso, mas para alguns é essencial esse acesso. Tudo bem feito e bem usado é válido”.

Andressa Gomes e a favor do
bloqueio. Foto: arquivo pessoal.
Assim como tem gente que acha abusiva essa tática, há quem concorde com ela. Andressa Gomes, administradora de empresas, 26 anos, diz: "Eu acho válida a intenção de tentar educar os funcionários no uso da internet, mas tem gente que não aprende. Trabalho com uma pessoa que passa o dia no facebook postando coisas idiotas e fotos das filhas delas, ela não trabalha e nem me deixa trabalhar direito. É em função de pessoas assim, que todos acabam perdendo o direito ao uso das mídias nos locais de trabalho. Depois dessa experiência passei a ser a favor de bloquear o acesso às mídias sociais nos locais de trabalho".  

De acordo com especialistas, as ferramentas podem, sim, atrapalhar, mas também podem ajudar o funcionário a ter ideias e a ser mais produtivo. Para isso, porém, é preciso conscientização. Deve existir uma ação educacional por parte das empresas, que podem oferecer recomendações para os funcionários sobre posturas e comportamentos em relação às redes sociais e como usá-las com responsabilidade.


Por: Fernanda Lima e Marina Waski




segunda-feira, 14 de maio de 2012

Emprego

A influência das redes sociais no mercado de trabalho

As redes sociais vêm ganhando bastante espaço no mercado de trabalho aqui no Brasil. Algumas redes pessoais que trazem entretenimento estão sendo muito utilizadas dentro do campo profissional, como Facebook, Orkut, Twitter e outros. Além de ferramenta para a divulgação da empresa e de seus produtos, podem ser utilizadas como método de recrutamento de funcionários por parte de empresas que vasculham os perfis de candidatos nas redes sociais e usam as informações disponíveis para filtrar profissionais.

As redes sociais oferecem um espaço exclusivo para a divulgação de currículos e vagas de emprego. Hoje, já existem plataformas específicas para relações profissionais, como é o caso do LinkedIn.


Vânia de Souza. Foto: Arquivo/Faciec.

Segundo Vânia Balbino de Souza, coordenadora da Assessoria de Comunicação da FACITEC, “essas redes revelam dados importantes sobre quem é a pessoa a ser contratada, pois mostra a personalidade do entrevistado, sua inteligência emocional, sua postura frente a empregadores anteriores, se existem comentários discriminatórios, se há fotos provocativas, enfim, faz uma exposição tão grande que, muitas vezes, o candidato é eliminado antes mesmo de passar por uma entrevista”.

Certos processos seletivos são marcados por consultas às redes sociais e é cada dia mais frequente o hábito de empresas monitorarem seus próprios funcionários em rede.

Para o universitário Hugo Mendes, as redes sociais são uma boa opção para quem procura emprego. Ele mesmo já conseguiu um emprego assim: “Através de um perfil no twitter e por meio de um grupo de amigos ligados nas redes, eu fui indicado a alguns cargos. Um amigo meu que tem uma empresa de comunicação faz isso: lança sua vaga existente primeiro nas redes, não achando ninguém eles entram em contato com  o CIEE ou outra agência.”

Para Rodrigo Vieites Borges, jornalista responsável pelas mídias sociais do Banco de Brasília, os usuários das redes sociais devem ficar atentos ao seu perfil. “Muitas oportunidades de emprego estão nas redes. Pessoas dinâmicas e cuidadosas têm grandes chances de serem bem vistas pelas empresas que fazem sua busca na rede”, acrescenta.

Saiba mais sobre o uso das redes sociais por empresas (via Youtube):



Por: Fernanda Lima e Marina Waski