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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Estilo

Executiva e fashion
Saiba como compor o look para o trabalho seguindo as tendências para a época de calor

babesh/divulgação
Cores fortes, jogos de texturas, saias plissadas, estampas, listras, navy, peças assimétricas, ombros à mostra. As tendências para o período seco são ousadas. Nessa época, as grifes apostam no calor das horas mais quentes do dia para peças sofisticadas que compõem o look da mulher moderna.

“É possível levar as tendências para o local de trabalho desde que, é claro, estejam adequadas ao ambiente profissional de cada um, bem como ao tipo físico e à idade. Isso porque não é tudo que está na moda que “cabe” ao escritório ou fica bem em todas as idades e tipos físicos”, alerta a consultora de imagem e comportamento Maria Cristina Almeida. Ela dá dicas de como ser fashion no trabalho, sem cometer exageros.

As cores vibrantes em um mesmo look, chamado color block, por exemplo, devem ser adotadas com cautela. “Principalmente por executivas que trabalhem em empresas mais conservadoras ou em áreas que não permitem tanta inovação”, diz Maria Cristina. O azul klein, pink ou o laranja podem ser “quebrados” com cores mais neutras como o branco, cru, cinza ou ferrugem (que também é tendência), amenizando o tom forte das cores mais vivas.

babesh/divulgação
Peças que fizeram sucesso nos 1970, como a calça pantalona e batas, voltaram com tudo nesta estação. Os modelos podem cair muito bem no ambiente formal, mas é preciso bom senso na escolha dos complementos. “Como as pantalonas já são bem volumosas, a dica é apostar em uma camisa, regata ou camiseta mais sequinha”, comenta Maria Cristina. 

“As batas, por terem modelagem mais solta, pedem uma parte de baixo sem muito volume, como uma calça mais reta ou saia lápis, por exemplo. É bom evitar as que tenham muitos detalhes, frufrus e brilhos. Dê preferência a modelos mais simples”, aconselha.

Já as saias plissadas e colegiais ganham um tom formal quando combinadas com camisas sociais. Abuse das combinações azul marinho, vermelho e branco. O navy também é uma forte tendência da próxima estação. E a mulher executiva pode brincar com esses tons na hora de compor o look para mais um dia de trabalho.

Ao apostar nas roupas certas, a executiva não será pega de surpresa quando surgir um compromisso social após o expediente. “Peças simples como uma boa camisa branca, calça de tecido, um belo e simples tubinho (que não precisa ser necessariamente preto) e acessórios são trunfos na hora de compor uma produção básica”, recomenda Maria Cristina.  Esse look, quando incrementado, pode passar do trabalho à balada ou a um jantar de negócios. “Para sair à noite, aquela camisa branca com pantalona de linho pode ser modernizada com a sobreposição de uma regatinha de paetês ou de renda. Dê uma reforçada na maquiagem, suba no salto e caia na noite!”, indica a consultora.  

Por: Ranyelle Andrade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cultura

Tum TisTum TisTum!!!

Falou em festa, o público LGBTS de Brasília com certeza estará lá! Diante da demanda, produções independentes são alvo de investimentos

A quantas festas você já foi só essa semana? Bem, a pergunta faz muito sentido para a comunidade LGBTS de Brasília e demais cidades do país. Afinal, este público é ávido “badalador” de festas, boates e eventos. Nesse sentido, as opções disponíveis para o entretenimento desta comunidade segmentam-se cada vez mais através de estilos, temáticas, preços, locais e produções independentes.


Reação em cadeia: mídias alternativas são muito usadas
para a divulgação de eventos e festas realizadas
por produtores intependentes. Acima, página
de divulgação de uma festa LGBTS em uma rede
social.  Imagem e divulgação: Max Novais.

Max Novais, 23 anos, é formado em Publicidade e Propaganda e conhece bem esta realidade. Dentre as atividades da profissão, tem se especializado na produção de festas e eventos para o público gay de Brasília. “Comecei como promoter de uma grande e tradicional festa em Goiânia. Gostei da área e comecei a fazer contatos para produzir minhas próprias festas”, comenta Max, lembrando que a divulgação através de mídias sociais na internet é uma poderosa ferramenta de trabalho. “O flyer impresso é importante. Mesmo que o cara olhe e jogue fora, ele viu a festa e vai contar pra alguém. A internet entra reforçando o convite”, afirma.

Mas nem só de agitação, flashes e glamour vivem os produtores independentes. Com uma média de duas festas por mês, Max revela que há muitas dificuldades no trabalho. “Capital para bancar a produção é o que mais pesa. O aluguel dos espaços é caro, as atrações, a decoração, os DJs. Tudo pesa no orçamento”, expõe o produtor, que ainda faz parcerias para dividir os custos e atua como DJ em outros eventos.

Fora as exigências do público por novidades e atrações variadas, como a participação de celebridades, cantoras ou shows de drag queens, o produtor afirma que o maior problema vem da falta de público. “Esse é o maior prejuízo”, desabafa. Entretanto, a despeito da concorrência e da exigente demanda, Max descontrai e declara: “O esforço vale a pena, não pelo dinheiro (que é pouco!), mas pelo prazer de realizar um trabalho feito pelo seu esforço”.

Por: Thiago Calixto

Cultura

A Arte Milenar do Teatro de Bonecos
O Grupo de Teatro Bagagem Cia de Bonecos, do Gama, apresenta seus espetáculos
por todo o país

Crédito: divulgação.

A magia do teatro de bonecos é uma das mais remotas expressões artísticas e uma síntese das artes que acontece dentro de um contexto histórico, cultural e social. É praticado em todo o mundo, assumindo fisionomias bem diferenciadas, dependendo da localização geográfica, tradições culturais, crenças e costumes.

No Brasil, são poucos os incentivos e a visibilidade dada ao teatro de bonecos, porém, em Brasília, alguns grupos conseguem levar seus espetáculos pelo país e até mesmo para fora dele. É o caso do Grupo de Teatro Bagagem Cia de Bonecos, que há 28 anos faz com que a cidade seja reconhecida pela produção artística e participe de festivais nacionais e internacionais. Para Leda Carneiro, gestora cultural e bonequeira do grupo, hoje eles ganharam respeito e são sempre convidados para apresentações em empresas, escolas e até em órgãos públicos.

Os bonequeiros, como são chamados, têm o objetivo de difundir e inserir a comunidade na cultura popular. O Espaço Cultural Bagagem, localizado no Gama, oferece espetáculos gratuitos e reforça a ideia de que a arte é para todos. Com iniciativas sociais, além de alegria, a Cia faz doação de bonecos para as escolas da zona rural de todo o DF e entorno. "Desta forma, nós garantimos um aprendizado de forma lúdica para as crianças", acredita Leda.

Crédito: divulgação.
Apoiada pelo Fundo Apoio à Cultura, do Ministério da Cultura, a Cia está realizando o projeto Pé na Estrada Minas. A ação consiste em apresentações teatrais itinerantes, que passará por 22 cidades de Minas Gerais em um caminhão palco do grupo. "O intuito é oferecer à comunidade do interior mineiro alternativas culturais, de lazer e entretenimento com a linguagem do teatro de bonecos e das brincadeiras populares (perna de pau)", completa a bonequeira. O grupo já circulou em 12 cidades mineiras e ainda visitará mais dez cidades até o final do semestre.


Por: Raquel Martins e Warlley Diniz

Comportamento

União estável x Casamento
Registro de união estável, na ultima década, teve crescimento superior a 13%

Foto: Martha Stewart.
Todas as meninas, ou pelo menos parte delas, sonham em casar um dia, com vestido branco, véu, grinalda, bolo e todos os outros pormenores que requer a cerimônia de casamento tradicional. Porém, na última década, esse pensamento mudou radicalmente.

Os casais modernos têm optado mais pela união estável, até mesmo, pelo caráter menos conservador, conforme mostra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em que registra o aumento do número de casais brasilienses que optaram apenas pela união consensual.

Em 2000, esses casais representavam 31,7% do total e atualmente subiu para 35,9%, um crescimento superior a 13%. Os dados revelam a evolução das relações afetivas no Distrito Federal.

Os modelos de namoro dos dias atuais ajudam bastante na obtenção desses resultados já que estes estão cada vez mais íntimos. Os mais jovens, devido à impetuosidade e desejo por novidades, descartam as formalidade e, até mesmo, os gastos com os casamentos formais o que acaba encurtando o tempo que levaria para morar juntos. Além disso, o estilo de vida já estabelecido na sociedade direciona as escolhas para o lado mais prático.

Novos ventos sopram nesse território que cada vez está sendo mais bem emoldurado nos dispositivos legais. No entanto, não adianta reclamar, espernear, gritar, fazer juras de amor livre. Hoje, caso o juiz entenda que existiu ‘intenção’ ou componentes de união estável, você será facilmente enquadrado nas regras e deveres matrimoniais.

A Lei nº 9.278, de maio de 1996, define quais são os direitos e deveres iguais desses novos conviventes. Respeito e consideração mútuos, assistência moral e material recíproca, guarda, sustento e educação dos filhos comuns são um deles. Os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou ambos, na presença da união estável e a título oneroso, são considerados fruto o trabalho e da colaboração comum, passando a pertencer a ambos em partes iguais.

Por: Cláudia Cunha

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cultura

Pequenos negócios, GRANDES cidades!
O sonho de uma vida melhor é alimentado por muitos moradores de comunidades carentes, que veem nos pequenos negócios uma oportunidade de realizá-lo

A cidade da Estrutural deixou de ser pequena há muito tempo: hoje são mais de 45 mil habitantes que lutam diariamente por uma vida melhor. E dentre os meios utilizados para se alcançar melhorias individuais e coletivas, destacam-se os pequenos negócios. Padarias, mercadinhos, bazares e feiras ao ar livre são alguns dos exemplos que enchem a cidade de história sobre iniciativa e empreendedorismo. Dentre os exemplos de sucesso, destaca-se um que une projeto social e desenvolvimento econômico da cidade: a associação “Mãos que Criam”.

A gerente geral da associação, Sônia Maria Mendes, conta que o projeto auxilia mais de 300 mulheres na geração de renda e na profissionalização, que abrange artesanatos variados, design de moda, corte e costura. Criada oficialmente em 2002, a “Mãos que Criam” já é famosa por figurar em eventos de moda da capital brasileira, como o Capital Fashion Week e o Brasília Fashion Festival. “O foco aqui é a capacitação profissional de mulheres em situações vulneráveis, como método de ocupação e geração de renda para elas e para as famílias”, explica Sônia Mendes.
Glamour na passarela! - Desfile realizado pela
associação em 2009, com a consultoria
do estilista Ronaldo Fraga.
 Foto: Sandro Araujo
Investimentos de fora: mais que um apoio, um fator determinante 
“Lutamos muito pra conseguir tudo o que temos hoje”, relembra a gerente da associação, ressaltando também a dificuldade que teve em conseguir o apoio de colaboradores e investidores. “A boa vontade e a determinação das associadas não é suficiente. Tem de haver investimentos por parte de colaboradores públicos e privados”, afirma Sônia Mendes.

Já Iralice Oliveira Ferreira, coordenadora do projeto desenvolvido pela associação, afirma que o apoio institucional/governamental foi determinante para o sucesso do trabalho. “Aqui na cidade temos projetos que, por falta de apoio, não conseguiram se firmar”, comenta Iralice, lembrando também que a Petrobrás é a patrocinadora oficial da instituição desde 2007.

Num diálogo agradável, Iralice, Sônia e algumas artesãs contam história de como a associação mudou a vida das pessoas da cidade, não apenas pela oportunidade de aprendizado, mas principalmente pelo senso de pertencimento e valorização do indivíduo. As associadas manifestam o desejo de verem outros projetos na localidade conseguirem se firmar, e comentam que empresas privadas ‘de fora’ deveriam investir mais na cidade.

Com uma ampla cartela de clientes, a “Mãos que Criam” faz exposições, feiras e recebe encomendas. “Você pode nem saber, mas com certeza já comprou um produto que teve o toque das meninas da associação!”, descontrai Iralice. Lembrando que os frutos do trabalho coletivo sempre são maiores do que aparentam ser, Sônia descreve o sentimento de participar do projeto: “Estamos aqui para servir a comunidade”.

Por: Thiago Calixto Melo

Cultura

Brasilienses fundam clube de apaixonados por motocicletas
Eles querem curtir juntos as emoções de uma vida quase sem destino


 William Costa, presidente
do Motos Clássicas.
Foto: Warlley Diniz

William Costa começou a gostar de motos já na adolescência. Naquela época, ainda nos anos 1980, comprou sua primeira possante. Era uma Yamaha de 125 cilindradas. Depois veio uma Honda XL 250cc. E nem após um grave acidente em que teve uma fratura exposta da tíbia - que o fez ficar seis meses sem colocar os pés no chão-, mudou sua paixão.

Hoje aos 47 anos, Costa é o presidente do clube de amantes das duas rodas chamado Motos Clássicas. Fundado em 2008, o clube reúne mais de 100 motociclistas do Distrito Federal e entorno.  Sua casa, em um condomínio da região de Sobradinho, é o ponto de encontro dos amigos. Praticamente todo sábado cerca de 50 motos podem ser vistas por lá. Ali trocam experiências, fazem pequenos consertos nas máquinas, programam viagens e principalmente riem muito das “histórias de motoqueiros”, tudo isso acompanhado de um bom churrasco e ao som de muito rock antigo.

William, que é administrador de empresas e representante de uma multinacional de medicamentos, também é o líder de uma bluesband chamada Língua Preta, que sempre se apresenta nos encontros de motociclistas no DF e até fora dele. “Brasília por ser nova, ainda tem poucos clubes de motos. Goiânia, por exemplo, tem cinco vezes mais. Mas como aqui a renda da população é alta e as pistas oferecem boas condições, permitirão que logo o Distrito Federal passe a ter dezenas de clubes desses apaixonados”, diz Costa.

Motos de vários modelos
utilizadas pelos motociclistas
Foto: Warlley Diniz.
Para comprovar esse fato, Brasília organiza todo ano o que agora é considerado o maior encontro de motociclistas da América Latina, o evento denominado Moto Capital, que em 2011 reuniu cerca de 150 mil pessoas na Granja do Torto. Então, a cidade que foi projetada para os veículos de quatro rodas está sendo invadida pelas duas rodas. “O companheirismo e o vento no rosto são os nossos remédios para essa vida estressante que temos hoje”, finaliza o apaixonado.



Por: Warlley Diniz e Raquel Martins

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cultura

Policial retira jovens pichadores das ruas
Projeto Picasso não Pichava  vira arma de prevenção contra a criminalidade

O soldado da polícia militar Daibes Ottoni Filho troca diariamente a arma de fogo e o cassetete pelo pincel e ajuda jovens infratores a deixar de lado a criminalidade. Mais conhecido como Binho, o policial começou a desenhar aos três anos de idade e aos 15 já trabalhava com grafite. Acabou se formando em Artes Plásticas pela UNB, e por incrível que pareça, foi na polícia onde ele encontrou a possibilidade de continuar atuando na arte.

Daibes Ottoni Filho. Foto: divulgação.
Convidado pelo comando da PM, Binho aceitou trabalhar diretamente com o programa Picasso Não Pichava, que tem como finalidade principal recuperar jovens envolvidos com gangues de pichadores o que, na maioria dos casos, é o primeiro passo para o uso e tráfico de drogas, roubos, assaltos e até homicídios. “Agir de forma preventiva é a maneira mais eficaz. Prevenir é melhor que punir”, afirma. Os jovens participam de oficinas de grafite e são estimulados a produzir painéis e outras aplicações em escolas, por exemplo.



Ele já participou de cerca de 10 exposições coletivas e individuais, incluindo o Espaço Cultural Renato Russo, Galeria da Câmara dos Deputados, Biblioteca Demonstrativa de Brasília, e Mansão das Artes no SMPW. Atualmente está lotado na Subsecretaria de Programas Comunitários da Secretaria de Segurança Pública. Ottoni se diz realizado por poder ser útil e ter se tornado um agente transformador na vida de vários adolescentes. “Desde o início do projeto, passaram por mim mais de 50 jovens, desses, tenho o orgulho de dizer que aproximadamente 40 deixaram as ruas e retornaram ao convívio familiar.”



Saiba mais:




Por: Raquel Martins e Warlley Diniz

Cultura

Crianças e a Internet: qual o limite?

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ibope, divulgada recentemente, cerca de 40% das crianças usam a internet sem adultos por perto. As crianças com mais de 11 anos passam quase 18 horas por mês na internet. A psicóloga especialista em desenvolvimento infantil Stela Lobato orienta os pais quanto ao comportamento dos filhos na rede.

Stela Lobato. Foto: divulgação.
A especialista diz que o tempo que a criança deve gastar na internet e o conteúdo que ela acessa devem ser gerenciados pelos pais. “O tempo deve ser proporcional à idade da criança. Ou seja, quando muito pequena ainda, menos tempo e freqüência. O tempo vai aumentando gradativamente, na medida em que a criança vai crescendo. Cerca de 15 a 20 minutos por semana para uma criança pequena é suficiente”, orienta.

Para Rayana Castro, mãe de Lucas, de 11 anos,  o tempo na frente do computador é limitado. As razões vão desde o receio de que Lucas acesse conteúdo impróprio até a preocupação com a saúde dele. “Nós, que trabalhamos muito tempo na frente do computador, sabemos que o monitores forçam a visão, cansam os olhos e nos desestimulam a fazer outros exercícios e conquistar habilidades. Ficar o dia inteiro no computador impede que a criança brinque”, acredita.

Para os pais que trabalham o dia inteiro e não tem como controlar o tempo e o conteúdo de acesso dos filhos, Stela recomenda bloquear os sites. “É fundamental acompanhar o que seus filhos fazem. Estabeleça, portanto, o horário para o uso do computador para aquele período em que estará junto da criança. Aproveite para brincar junto. Caso sejam crianças maiores, oriente-as”.

Nas redes

Nas principais redes sociais – Facebook, Orkut e Twitter -, o número de usuários infantis cresceu de 500 mil para 3,5 milhões de crianças, em setembro de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. De acordo com o estudo, as crianças brasileiras, usam mais as redes sociais que as de outros países. Aproximadamente 11% do total de meninos e meninas de 2 a 11 anos usam esses sites no Brasil, quando a média em outros países não ultrapassa 7%.


Já o levantamento realizado pela TNS Research International – encomendada pelo jornal Valor Econômico - revela que 89% do público infantil - entre 6 e 12 anos - usa as redes sociais para trocar mensagens com os amigos. Para 86% dos internautas mirins, participar dos jogos disponíveis nas redes também é uma motivação, seguida pela visualização dos perfis dos amigos. Entre as crianças com perfil nas redes sociais, a preferência é pelo Orkut, do Google, usado por 89% do público, seguido pelo Facebook, 70%, e o Twitter, 30%.

 




Por: Rannyele Andrade

segunda-feira, 14 de maio de 2012

cultura

Músicos desde a infância

Tudo começou em Franca, no interior de São Paulo, quando os irmãos Aparecido, Arnaldo e Marcelo, ainda pequenos, já tinham como brinquedo preferido um violão. Por sinal, tocavam escondido do pai. O senhor Francisco escondia o violão em cima do armário já que o instrumento era uma preciosidade.

A brincadeira foi ficando séria, e logo Sr. Francisco percebeu o talento dos filhos. Já nessa época, Aparecido revelou-se autodidata (conseguindo tocar várias músicas só de ouvir uma única vez). Foi quando seu Francisco resolveu incentivá-los a formar o primeiro trio infantil da região: O Trio Sereno, Sereninho e Gauchinho. E em pouco tempo já estavam fazendo apresentações ao vivo em bares e restaurantes.

Ao assistir a uma apresentação da dupla, um comerciante decidiu ajudar os cantores. Com o passar do tempo, Arnaldo deixou o trio e seguiu seu próprio caminho. Com essa mudança, foi preciso criar um novo nome para os cantores. Foi quando o padrinho dos meninos sugeriu Gian e Giovani, aceito na hora pelos os afilhados.

Com muita expectativa e esperança o próximo passo seria gravar um disco. Mas antes de alcançar este feito, Gian e Giovani teriam que trabalhar muito e recebiam o apoio dos moradores de Franca que compareceram fielmente a todas as apresentações da dupla. Decidiram então organizar uma grande festa na cidade para juntar dinheiro e produzir o primeiro tape.

Como era para arrecadar verba para gravar, então os ingressos foram um pouco mais caros, mas mesmo assim se esgotaram. Mesmo com sucesso da festa, o dinheiro não foi suficiente e Gian e Giovani tiveram que vender o carro que possuíam, uma Caravan.

O tape foi gravado e apresentado a Paulo Rocco na época diretor da extinta Continental. No dia 11 de novembro de 1988 o grande sonho foi alcançado. O primeiro LP de Gian e Giovani foi lançado.

Sr. Francisco conta que até chorou ao ouvir pela primeira vez a música dos filhos no rádio. Giovani conta: "A primeira grande viagem e o primeiro show não dá para esquecer, foi em Porto Alegre. Na noite anterior não conseguimos dormir tínhamos medo de dar vexame na hora 'H'".

O primeiro grande sucesso da dupla foi "Amante Anônimo" em seguida emplacaram com "Espuma da Cerveja", "Você em minha vida" e muitos outros sucessos.

Já no segundo LP, Gian e Giovani alcançaram 400.000 cópias. A música "Nem dormindo consigo te esquecer" ganhou vários troféus. A dupla definitivamente alcançou a consagração nacional.

Em 2010 a dupla Gian e Giovani teve uma das suas maiores alegrias, que foi Gravar o DVD Emoções Sertanejas ao lado do Rei Roberto Carlos e de artistas como Chitaozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros. Em seguida, Giovani desfilou pela escola de Samba Beija Flor que Homenageavam o Rei Roberto Carlos.

Com informações da Assessoria.

Cultura

Gian e Giovani lançam Joia Rara em Brasília

Foto: Thayara Cristine
Os fãs de sertanejo se esbaldaram com o show de Gian e Giovani, nesta última quinta-feira (10/05) na Villa Boêmia (Pistão Sul - Taguatinga). A dupla, que tem mais de 23 anos de carreira, lançou seu novo trabalho, Joia Rara.

O novo CD se distancia das tradicionais modas de viola, mas mantém o romantismo característico da trajetória de Gian e Giovani pela música sertaneja. De novidade, o público conferiu um som mais agitado, que pode ser comparado com sertanejo universitário, sem fugir das raízes que os projetaram pelo País.

Qual foi sensação de receber o público de Brasília para o lançamento de um novo trabalho da dupla?
Gian: “Para nós é um prazer enorme em estar aqui nessa cidade que recebe tão bem a nossa música sertaneja”.
Giovani: “Gosto muito de Brasília e como o Gian falou aqui é uma cidade sertaneja que o público aplaude de pé o nosso trabalho e não tem como não voltar em Brasília”.

Gostaria que vocês falassem um pouco sobre o lançamento desse 17ª CD na carreira de vocês.
Gian: “Olha o 17ª trabalho nosso está ótimo. A gente está comemorando mais um ano de carreira, mais como a gente sempre fala temos que estar sempre tendo que provar tudo a todo mundo e nesse trabalho não foi e não está sendo diferente. É sempre um desafio, independe do tempo de carreira ou dos grandes sucessos. A faixa de trabalho é  ” Se é amor”, uma música de composição do Bruno (Bruno e Marrone)  e do Felipe (Felipe e falcão), uma música jovem excelente que está tocando super bem e sendo muito bem aceita pelos nossos fãs.”
Giovani: “Nós estamos lançando esse trabalho agora, mas daqui a pouco já pensando também em lançar um novo DVD que vai ficar muito bacana, pois vai ter a participação de vários amigos nossos. O projeto desse DVD está sendo bem elaborado para podermos agregar a essa nova geração do sertanejo.”

Estou sabendo que vocês também estão entrando no clima da nova geração de músicos sertanejos universitários. Conta para gente como esta sendo esse processo.
Giovani: “Como nosso estilo sempre foi fácil, bem direto e simples, podemos continuar inovando, e ocupando nosso papel nesse cenário. Adaptação para esse novo estilo vai ser um desafio mais vamos tirar de letra”.
Gian: “Estão mais descontraídos, sem tantos retoques. É uma coisa mais real. E isso é bom.”

Mudou o  Gian e Giovani – ou mudou o sertanejo?
Giovani: “Quando nossa geração, a de Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo etc, surgiu, também era um momento de renovação. Então simpatizamos com essa nova safra de duplas dos últimos anos, porque esse estilo atual que a moçada está curtindo nos deixa muito à vontade!.”
Gian:  “Giovani disse tudo.”

Porque esse nome “Joia Rara”?
Giovani:   “Amor”. Como diz a nossa música, “Já procurei no mundo inteiro mas não encontrei o seu amor é joia rara”
Gian: “A nossa carreira”

Um momento engraçado diferente que aconteceu com vocês na estrada?
Gian:  “Quando nosso ônibus quebrou no interior de Minas Gerais. Esse foi um momento de intimidade como nossa equipe que nunca vou esquecer, foi muito bom.”

Um momento marcante recente para a dupla ?
Giovani responde:  “Desfilar na escola de samba em homenagem ao Rei foi emocionante e esplendoroso.”

Saiba mas da história de Gian e Giovani aqui.
Por: Thayara Cristine, Antonio Eduaro e Priscila Costa

Cultura

Cuidado: você está sendo observado!
Com quase dois bilhões de usuários, as redes sociais se tornaram uma realidade não imaginada há 10 anos

A rede social do momento chama-se Facebook. E tem quase um bilhão de usuários. O que chama atenção além dos números é a comoção que gira em torno do Facebook.  O Brasil é o segundo no ranking de usuários e não há dúvidas de que virou febre no país.

Hoje o Facebook tornou-se um livro aberto  da maioria das pessoas. Postagens sobre seu dia-a-dia, sobre relacionamentos e sobre o trabalho tornaram-se comuns. Atitudes assim seriam irrelevantes se os perfis não fossem todos os dias “espiados” por estranhos e por empresas que checam seus funcionários, ou futuros funcionários.

Será que o uso do Facebook era para ser assim tão importante? Talvez sim, talvez não. O fato é que não se tem mais o direito a se escrever qualquer coisa. E um erro comum tem sido fazer do seu perfil seu muro de lamentações. Mas será que todos os usuários fazem isso?

Karyne Vieira. FOto: arquivo pessoal.
Karyne Mariana Amâncio Vieira, 25 anos, é administradora de empresas e usa o seu perfil apenas para se comunicar com os familiares que moram longe: “Não aceito pessoas que não conheço e tomo cuidado com tudo o que escrevo e curto no meu perfil. Por mais que eu tente me reservar sei que tem pessoas que olham meu perfil”.

Karolline Rodrigues de Lima, 23 anos e advogada, não é usuária do Facebook, prefere o Twitter: “Eu até tinha uma conta no Facebook, mas alguns amigos resolveram brincar comigo e me denunciaram, depois dessa brincadeira fui convidada pelo próprio Facebook a sair”. Ela decidiu migrar para o microblog Twitter. “No Twitter me sinto mais a vontade para escrever, por exemplo, sobre meus sentimentos, ou até mesmo escrever para alguém sem que eu precise identificar”. Para Karolline, as pessoas querem ser o centro da atenção de alguém. E, segundo a advogada,  as redes sociais parecem ser o espaço ideal.


Karolline Lima. Foto: Arquivo pessoal.

Há pessoas que se esquecem de que suas publicações são lidas não apenas pelos seus amigos, mas também pelos amigos dos seus amigos. Um bom exemplo disso é a gerente comercial Queila Rodrigues de 43 anos. “Costumava ficar chateada com algumas pessoas e escrevia isso no meu mural. Em uma situação específica, um colega  do meu filho se chateou com a minha publicação o que acabou gerando um mal estar entre nossas famílias. Aprendi que o lugar para minhas chateações não é o Facebook!”.

Pessoas de diferentes idades, raças e etnias fazem uso das redes sociais e o mau uso destas pode acarretar problemas no trabalho e na própria vida social do indivíduo. Se estiverem atentos a como utilizá-las, as redes sociais podem ser uma fonte de entretenimento e promoção profissional aos seus usuários. Então fique atento a como utilizá-las!

Saiba mais:

Por: Fernanda Lima e Marina Waski

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cultura

Pode ou não pode?
Participação de transexuais em concursos de beleza femininos vem causando polêmica mundo afora. Mulheres são contra

Desde que a organização do Miss Universo  anunciou, no dia 10 de abril, que transexuais teriam direito de participar do tradicional e principal concurso de beleza feminina do mundo, uma enorme polêmica a respeito da decisão começou a ser levantada em todos os cantos do planeta.

Para a maioria das mulheres que participam e acompanham o evento, a decisão está beneficiando apenas as transexuais, e não toda a classe feminina como os organizadores disseram. Na visão delas, uma vez que o programa determina uma série de exigências para que se possa participar - como não ter gerado filhos, não ter sido casada, entre outros - fica evidente que o Miss Universo é um concurso voltado para as mulheres.


Platini defende a igualdade de direitos
 entre todos. Crédito: Divulgação

Para a jornalista Wanúbia Lima, editora de Moda do jornal Brasília Capital, o assunto esbarra no medo da população de opinar sobre um tema tão polêmico quanto esse. “Existe hoje uma hipocrisia muito grande quando falamos de assuntos que envolvem homossexuais e afins. As pessoas, principalmente as autoridades, têm medo assumir uma posição contrária à da classe LGBT e serem acusadas de homofobia”, relata Wanúbia.


Defensora de classes menos favorecidas, como o grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais de Brasília (LGBT), Wanúbia discorda da classe quanto à participação nos concursos femininos. Algo que, para ela, não se pode conquistar em uma clínica médica. “Defendi a classe em vários assuntos de repercussão nacional, como o casamento gay. Mas, quanto a questão do Miss Universo, acredito que seja uma afronta a classe feminina de direito. Pois a genética de cada um é o que define o poder de participar no concurso”, disse.

Na visão de Michel Platini, presidente do grupo Estruturação – representante do grupo LGBT em Brasília –, a polêmica não tem sentido algum. “Não estou entendendo o porquê disso tudo. A participação dos transex no Miss Universo está apenas igualando os direitos de toda a classe feminina, uma vez que elas são reconhecidas legalmente como mulheres”, afirma.

Para ele, as regras devem continuar as mesmas.  “Quem participa do evento, independente de ser Transex ou não, precisa cumprir as exigências da organização. Essa é mais uma prova de igualdade de expressão e de direitos adquiridos pelo nosso grupo. Não queremos regalias. Apenas direitos iguais”, conclui.

Entenda o caso

Jenna Talackova, transexual canadense
que deu origem a toda essa polêmica.
Crédito: Associated Press
A polêmica começou após a desclassificação de Jenna Talackova, finalista do Miss Universo – Canadá. A participante foi excluída do concurso depois que os jurados descobriram que ela havia nascido homem e mudado de sexo em 2010. A organização do evento sofreu muitas críticas e inúmeras campanhas contra a decisão foram iniciadas em todos os cantos do mundo. Semanas depois, a direção do concurso voltou atrás, liberou a participação de Transexuais, e disse que o Miss Universo se esforça para promover a igualdade entre todas as mulheres.




Fala, povo!

O que você acha da participação de transexuais no Miss Universo?

Monique Freitas (21 anos) – Taguatinga Norte

“Não sei dizer se é bom ou ruim, mas que é esquisito isso não tenho dúvidas. Imagina só uma Transexual, que geneticamente é um homem, vencendo o concurso feminino? Estranho demais”.

Lennon Pessoa (32 anos) – Taguatinga Norte
“Sem preconceito nenhum, acho que isso é uma sacanagem. Atitudes como essa, só fazem com que as pessoas sejam mais resistentes ainda a aceitar tais coisas. Pois nos fazem aceitar sem ao menos podermos expressar nossas opiniões”.

Mariza Tavares (36 anos) – Águas Claras
“Acho legal pelos Transexuais, mas não posso deixar de dizer que para a classe feminina que participa dos concursos deve ser ruim. Para nós que vemos de fora já e complicado formar uma opinião, imagina quem está lá dentro? Se fosse para eu decidir, não liberaria a participação”.

Roseli Soares Lima (27 anos) – Núcleo Bandeirante
“Acho uma falta de sensibilidade. Que criem um concurso para que todos possam participar. O Miss Universo é estritamente feito para as mulheres. Seria melhor se eles revissem algumas sanções em vez de liberar a participação de Transex”.

Thalles  Matos (29 anos) – Núcleo Bandeirante
“Legal demais. A prova de que uma Transexual tem condições de vencer o concurso aconteceu no Canadá. Quem se posiciona contra, deve morrer de medo de uma Transex vencer o Miss Universo”.


Por: Hugo Mendes e Cláudia Pereira

Cultura

A dura vida das bandas independentes de Brasília
Fugindo da cadeia produtiva do mercado fonográfico, várias bandas brasilienses conduzem suas carreiras e projetos sociais sem apoio governamental

Grupo Viela 17 alia música e ação
social. Foto: Ronaldo Barroso

Há 20 anos na estrada, o grupo Viela 17 tornou-se referência para rappers de todo o país. Para Japão, líder do grupo, o rap é mais que uma representação cultural e sim uma ideologia de vida. Com letras incisivas que retratam a realidade das periferias do Distrito Federal, os artistas dedicam parte do tempo à realização de projetos sociais e utilizam a poesia urbana para resgatar jovens da criminalidade.

Eles não se limitam a fazer shows e a gravar discos. Paralelamente, o Viela 17 conduz  várias ações sociais. Uma delas é o “Rap com ciência”, uma coletânea recheada de canções que envolvem o ritmo do rap e o estudo da matéria de ciências, realizado nas redes de ensino público do DF. Coordenado por Japão, o projeto teve a participação de 77 crianças e parceria da Sangari Brasil. Durante o Rap com ciência, mais de 10 mil cópias foram distribuídas gratuitamente nas escolas públicas do DF.

Clique aqui para assistir ao vídeo do rojeto Rap com Ciência.
Apesar do sucesso, o grupo não conseguiu apoio para que dessem continuidade ao projeto. “A falta de patrocínio foi um grande entrave na conclusão do CD, principalmente durante a fase de mixagem. As pessoas têm muito medo de associarem seu nome ou marca ao rap. Acabamos tirando do próprio bolso o recurso para finalizá-lo, o que para mim era uma questão de honra”, desabafa Japão.

Atitude Rock’n roll

Slow Bleeding utiliza as redes sociais como
 meio de divulgação. Foto: arquivo.

Composta por Marcus Vinícius (vocal), Higor Sales e John Dias (guitarras), Matheus Oliveira (baixo) e Guilherme Thé (bateria), o grupo Slow Bleeding sente falta de incentivos às bandas independentes. Segundo o vocalista, a falta de projetos faz com que o principal meio utilizado para divulgação sejam as redes sociais. “Apesar de todas as dificuldades, o nosso sonho é alcançar um público maior nos shows e gravar nosso nome no panorama musical de Brasília”, conta Marcus.

O show é basicamente autoral, mas o grupo também toca faixas de grupos conhecidos do público do rock, como a banda americana Attila Deathcore. Slow Bleending costuma fazer apresentações em bares da cidade e se unem a outros músicos para organizar festas e shows comunitários. Além disso, viajam para outros estados a convite de algumas bandas. Eles já obtiveram mais de quatro mil visualizações do seu vídeo no Youtube e possuem mais de 300 seguidores no Twitter.

Por: Raquel RIbeiro e Warley Diniz