segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cultura

A Arte Milenar do Teatro de Bonecos
O Grupo de Teatro Bagagem Cia de Bonecos, do Gama, apresenta seus espetáculos
por todo o país

Crédito: divulgação.

A magia do teatro de bonecos é uma das mais remotas expressões artísticas e uma síntese das artes que acontece dentro de um contexto histórico, cultural e social. É praticado em todo o mundo, assumindo fisionomias bem diferenciadas, dependendo da localização geográfica, tradições culturais, crenças e costumes.

No Brasil, são poucos os incentivos e a visibilidade dada ao teatro de bonecos, porém, em Brasília, alguns grupos conseguem levar seus espetáculos pelo país e até mesmo para fora dele. É o caso do Grupo de Teatro Bagagem Cia de Bonecos, que há 28 anos faz com que a cidade seja reconhecida pela produção artística e participe de festivais nacionais e internacionais. Para Leda Carneiro, gestora cultural e bonequeira do grupo, hoje eles ganharam respeito e são sempre convidados para apresentações em empresas, escolas e até em órgãos públicos.

Os bonequeiros, como são chamados, têm o objetivo de difundir e inserir a comunidade na cultura popular. O Espaço Cultural Bagagem, localizado no Gama, oferece espetáculos gratuitos e reforça a ideia de que a arte é para todos. Com iniciativas sociais, além de alegria, a Cia faz doação de bonecos para as escolas da zona rural de todo o DF e entorno. "Desta forma, nós garantimos um aprendizado de forma lúdica para as crianças", acredita Leda.

Crédito: divulgação.
Apoiada pelo Fundo Apoio à Cultura, do Ministério da Cultura, a Cia está realizando o projeto Pé na Estrada Minas. A ação consiste em apresentações teatrais itinerantes, que passará por 22 cidades de Minas Gerais em um caminhão palco do grupo. "O intuito é oferecer à comunidade do interior mineiro alternativas culturais, de lazer e entretenimento com a linguagem do teatro de bonecos e das brincadeiras populares (perna de pau)", completa a bonequeira. O grupo já circulou em 12 cidades mineiras e ainda visitará mais dez cidades até o final do semestre.


Por: Raquel Martins e Warlley Diniz

Comportamento

União estável x Casamento
Registro de união estável, na ultima década, teve crescimento superior a 13%

Foto: Martha Stewart.
Todas as meninas, ou pelo menos parte delas, sonham em casar um dia, com vestido branco, véu, grinalda, bolo e todos os outros pormenores que requer a cerimônia de casamento tradicional. Porém, na última década, esse pensamento mudou radicalmente.

Os casais modernos têm optado mais pela união estável, até mesmo, pelo caráter menos conservador, conforme mostra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em que registra o aumento do número de casais brasilienses que optaram apenas pela união consensual.

Em 2000, esses casais representavam 31,7% do total e atualmente subiu para 35,9%, um crescimento superior a 13%. Os dados revelam a evolução das relações afetivas no Distrito Federal.

Os modelos de namoro dos dias atuais ajudam bastante na obtenção desses resultados já que estes estão cada vez mais íntimos. Os mais jovens, devido à impetuosidade e desejo por novidades, descartam as formalidade e, até mesmo, os gastos com os casamentos formais o que acaba encurtando o tempo que levaria para morar juntos. Além disso, o estilo de vida já estabelecido na sociedade direciona as escolhas para o lado mais prático.

Novos ventos sopram nesse território que cada vez está sendo mais bem emoldurado nos dispositivos legais. No entanto, não adianta reclamar, espernear, gritar, fazer juras de amor livre. Hoje, caso o juiz entenda que existiu ‘intenção’ ou componentes de união estável, você será facilmente enquadrado nas regras e deveres matrimoniais.

A Lei nº 9.278, de maio de 1996, define quais são os direitos e deveres iguais desses novos conviventes. Respeito e consideração mútuos, assistência moral e material recíproca, guarda, sustento e educação dos filhos comuns são um deles. Os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou ambos, na presença da união estável e a título oneroso, são considerados fruto o trabalho e da colaboração comum, passando a pertencer a ambos em partes iguais.

Por: Cláudia Cunha

Tecnologia

Uma boa descoberta
Que o Orkut, facebook, twitter caíram nas graças das pessoas não é novidade        nenhuma! A novidade está na inclusão digital das empresas nos perfis sociais

O que era até então visto como um mundo fechado de adolescentes e pessoas antenadas, hoje é um vasto campo para marketing e estratégias comerciais. O marketing digital é uma realidade para o mercado brasileiro. De acordo com segunda edição da Pesquisa Marketing Visão 360º, realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a TNS Research International, 90% das empresas – nacionais ou multinacionais – realizam ações de Marketing no ambiente online.

Grandes empresas passaram a fazer parte das mídias sociais como estratégias de marketing, afinal de contas nada melhor que ter todo o seu público online, e com um custo muito mais baixo que uma propaganda em horário nobre na televisão. Além disso, são necessários profissionais habilitados para responder as queixas, para resolver uma reclamação e até mesmo para tirar dúvidas dos consumidores. Vale a pena lembrar que assim como o perfil na rede pode ser uma vantagem, se for mal trabalhado pode acabar virando um problema.

Mas como fazer para ter uma imagem positiva perante seus consumidores? É simples! Basta não omitir informações importantes, não mentir e acima de tudo não deixar seu consumidor falando sozinho, deixando ele sem respostas!

Nelson Araújo. Foto: Fernanda Sales.
A esse respeito Nelson Araújo, jornalista da empresa FENAAB diz: “Atualmente as redes sociais englobam grande parte dos consumidores da internet e, a partir disso, as empresas podem prospectar uma imagem positiva, com ferramentas baratas e de uso interativo. As redes se mostram mais eficientes do que a comunicação padrão, como TV, rádio, jornal impresso”.

As ferramentas digitais permitem uma forma de relacionamento mais rápida e prática no dia-a-dia, gerando maior interatividade, facilitando a forma de contato e simplificando a troca de informações. Além do contato direto e aberto com as empresas, também é possível fazer novos contatos no mesmo segmento ou na mesma área de interesse, descobrir as características e desejos do seu público-alvo em relação aos produtos e serviços oferecidos. Uma simples mensagem postada pode ganhar um número de leitores superior ao seu mailing, sem restrição de território e de forma gratuita. As redes sociais também são o principal canal utilizado pelas marcas para monitorarem os consumidores no ambiente online.

O relacionamento online entre empresa x consumidores é impulsionado pelas notícias e informações em primeira mão, a oportunidade de participação em concursos e promoções, a troca de experiências com outros usuários e a possibilidade de interagir e dialogar com a empresa. Os empresários precisam orientar o cliente e chamar a sua atenção de maneira criativa. “Não é só para publicar ofertas. Isso todo mundo faz. O empreendedor precisa agregar valor”, afirma Ricardo Pastore, diretor da consultoria de planejamento estratégico Growbiz.

Antes de aderir a uma rede social e fazer dela um instrumento de trabalho, é preciso conhecê-las a fundo, pois como qualquer outra plataforma, merecem devida atenção, conhecimento e cuidado.

Por Fernanda Lima e Marina Tinoco

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Saúde

A busca pelo corpo perfeito
Substâncias ilegais estão entre as saídas encontradas por aqueles que precisam de resultados rápidos

As academias estão sempre lotadas, principalmente na época do verão, quando os marinheiros de primeira viagem aparecem em busca de resultados rápidos, pois todos querem chegar à praia com o corpo sarado, músculos definidos e abdômen rasgado. O grande problema é que nada disso acontece de uma hora para outra, e como todos têm pressa, acabam recorrendo aos suplementos alimentares, e muitas vezes fazem uso de substâncias proibidas, como os esteróides anabolizantes. Quem freqüenta a academia sabe que a cada dia aparecem novos suplementos alimentares, que acabam se tornando modismo entre os freqüentadores.

Suplemento que vem sendo bastante procurado ultimamente é o OxyElite Pro do laboratório USPLabs, que é um poderoso termogênico. A principal função do OxyElite Pro é proporcionar a queima de gordura, mas por conter estimulantes em sua fórmula, o atleta acaba tendo um ganho de desempenho.

Guilherme Noronha, estudante, 21 anos, afirma ter usado o termogênico por duas vezes, cada pote possui 90 cápsulas, que de acordo com ele promove um efeito muito bom para quem quer aumento de energia e aquele "up" na disposição para malhar, assim como é propícia ao emagrecimento.

Os ingredientes que compõem esse tipo de produto são basicamente estimulantes do Sistema Nervoso Central, com ação de estimular a liberação de adrenalina. Alguns até possuem função semelhante à desses neurotransmissores presentes no nosso corpo. Essa substância (adrenalina) tem função importantíssima no aumento do estado de alerta, na capacidade de realizar exercício e na mobilização de gordura para servir como fonte de energia. Outros benefícios que os princípios ativos dos termogênicos podem oferecer é a inibição do apetite, por exemplo.

Trata-se de um suplemento proibido para venda no Brasil de acordo com a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apesar da proibição, o produto é encontrado nos mais diversos sites com preços que variam entre 160 a 300 reais. O produto é contra indicado para qualquer pessoa que possui ou tem históricos de problemas cárdio vasculares.

O importante é sempre consultar um nutricionista para indicação do uso de um suplemento bom e confiável, que não irá prejudicar a saúde.
Por: Priscila lves, Thayara Cristine e Antonio Eduardo Macedo

Educação

Bibliotecas Rurais chegam ao centro do Rio Grande do Sul
Dez comunidades rurais no município de Santa Cruz do Sul recebem mais cinco biblioteca rurais do Programa Arca das Letras nesta terça-feira (29)

As comunidades rurais de Cerro Alegre Baixo e Alto, Arroio do Couto, Malhada, Capão da Cruz, Dona Josefa, Linha Rio Pardinho e Entrada, João Alves, Alto Paredão e Linha Nova contarão, todas em Santa Cruz do Sul, que, agora, passará a ter 16 bibliotecas.

Foto: divulgação/MDA
Aproximadamente, cinco mil famílias são beneficiadas com o acesso à leitura no campo, através do programa, no município. “Vejo o livro como uma das forças que move o ser humano e imprescindível para a formação e interação do sujeito”, diz Marli Silveira, diretora do Departamento de Cultura de Santa Cruz do Sul.
Por: Sandra Cecília


O programa é mantido pelo governo federal e incentiva a leitura no campo, com a implantação de bibliotecas e distribuição de acervos adequados a cada necessidade e interesse das comunidades rurais. Também capacita os agentes de leitura  voluntários,  que são moradores escolhidos pelas próprias comunidades rurais.

A doação é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a prefeitura de Santa Cruz do Sul. “O Arca das Letras se efetiva basicamente em uma grande rede de parcerias, que se inicia na doação dos livros, as prefeituras direcionam e o voluntariado dos agentes firma o processo”, sintetiza a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras, Cleide Cristina Soares.

Além da entrega dos livros, também haverá a diplomação de dez novos agentes de leitura que vão atuar nas novas bibliotecas, além de proporcionar o encontro entre os agentes que já atuam nas comunidades de Santa Cruz do Sul. Todos receberão novas instruções para incrementar técnicas de incentivo e mediação da leitura.

Para Marli, as bibliotecas rurais encurtam o caminho entre o campo e a cidade. “Em Santa Cruz do Sul há uma enorme distância física entre o centro e o meio rural. Ações como esta aproximam os cidadãos, gerando comunhão”, explica Marli.
Leitura aprimora técnicas do campo

Uma característica que une essas comunidades é a presença da fumicultura. Por este motivo os livros que foram requisitados pelas comunidades buscam orientações e cuidados que devem ser tomados na execução deste manejo.

Além disso, foram selecionadas publicações que possibilitem o conhecimento  de temas como diversificação de cultura e agroecologia, considerando que o cultivo de fumo é de alto risco para os agricultores e sua família devido ao elevado grau de agrotóxico utilizado no plantio.

Conheça mais sobre o Arca das Letras:






Emprego

Redes Sociais no trabalho. É permitido?


Facebook é o líder de acessos. Fonte: GentisPanel.

O MSN, o Twitter, o Facebook e o Orkut são algumas das redes sociais mais utilizadas por milhares de pessoas. No entanto, no trabalho, elas podem ser as vilãs do bom desempenho. Algumas empresas necessitam do recurso como ferramenta de trabalho e outras temem que os funcionários utilizem os sites de relacionamento somente para conversas pessoais.


De acordo com uma pesquisa feita pela GentisPanel, uma empresa de consultoria de mercado, o uso das redes sociais no ambiente de trabalho é aceito por 55% dos executivos brasileiros. Algumas empresas destacam que o networking feito entre os profissionais via redes sociais possibilita a geração de novos negócios para a companhia, além de aliviar o stress e proporcionar relaxamento e descontração no ambiente de trabalho.


Patrícia Freire é contra o bloqueio.
Foto: arquivo pessoal.

Várias empresas consideram que liberar o acesso às redes sociais pode interferir no rendimento dos funcionários, fazendo com que trabalhem menos. Para lidar com essa situação, algumas instituições preferiram não bloquear totalmente o acesso a esses sites, liberando cotas de uso diárias.

Mas o que acham os principais interessados na liberação ou proibição do uso das mídias sociais- os empregados? Patrícia Freire, jornalista, 23 anos, diz seu ponto de vista sobre o assunto: "Aqui no trabalho nós precisamos acessar as redes sociais, monitorar o que acontece na rede, mas de um tempo pra cá, cortaram esse nosso acesso. Eu achei ridículo! Como uma área de comunicação não pode acessar as mídias?! Tem gente que acaba abusando do livre acesso, mas para alguns é essencial esse acesso. Tudo bem feito e bem usado é válido”.

Andressa Gomes e a favor do
bloqueio. Foto: arquivo pessoal.
Assim como tem gente que acha abusiva essa tática, há quem concorde com ela. Andressa Gomes, administradora de empresas, 26 anos, diz: "Eu acho válida a intenção de tentar educar os funcionários no uso da internet, mas tem gente que não aprende. Trabalho com uma pessoa que passa o dia no facebook postando coisas idiotas e fotos das filhas delas, ela não trabalha e nem me deixa trabalhar direito. É em função de pessoas assim, que todos acabam perdendo o direito ao uso das mídias nos locais de trabalho. Depois dessa experiência passei a ser a favor de bloquear o acesso às mídias sociais nos locais de trabalho".  

De acordo com especialistas, as ferramentas podem, sim, atrapalhar, mas também podem ajudar o funcionário a ter ideias e a ser mais produtivo. Para isso, porém, é preciso conscientização. Deve existir uma ação educacional por parte das empresas, que podem oferecer recomendações para os funcionários sobre posturas e comportamentos em relação às redes sociais e como usá-las com responsabilidade.


Por: Fernanda Lima e Marina Waski




Cultura

Pequenos negócios, GRANDES cidades!
O sonho de uma vida melhor é alimentado por muitos moradores de comunidades carentes, que veem nos pequenos negócios uma oportunidade de realizá-lo

A cidade da Estrutural deixou de ser pequena há muito tempo: hoje são mais de 45 mil habitantes que lutam diariamente por uma vida melhor. E dentre os meios utilizados para se alcançar melhorias individuais e coletivas, destacam-se os pequenos negócios. Padarias, mercadinhos, bazares e feiras ao ar livre são alguns dos exemplos que enchem a cidade de história sobre iniciativa e empreendedorismo. Dentre os exemplos de sucesso, destaca-se um que une projeto social e desenvolvimento econômico da cidade: a associação “Mãos que Criam”.

A gerente geral da associação, Sônia Maria Mendes, conta que o projeto auxilia mais de 300 mulheres na geração de renda e na profissionalização, que abrange artesanatos variados, design de moda, corte e costura. Criada oficialmente em 2002, a “Mãos que Criam” já é famosa por figurar em eventos de moda da capital brasileira, como o Capital Fashion Week e o Brasília Fashion Festival. “O foco aqui é a capacitação profissional de mulheres em situações vulneráveis, como método de ocupação e geração de renda para elas e para as famílias”, explica Sônia Mendes.
Glamour na passarela! - Desfile realizado pela
associação em 2009, com a consultoria
do estilista Ronaldo Fraga.
 Foto: Sandro Araujo
Investimentos de fora: mais que um apoio, um fator determinante 
“Lutamos muito pra conseguir tudo o que temos hoje”, relembra a gerente da associação, ressaltando também a dificuldade que teve em conseguir o apoio de colaboradores e investidores. “A boa vontade e a determinação das associadas não é suficiente. Tem de haver investimentos por parte de colaboradores públicos e privados”, afirma Sônia Mendes.

Já Iralice Oliveira Ferreira, coordenadora do projeto desenvolvido pela associação, afirma que o apoio institucional/governamental foi determinante para o sucesso do trabalho. “Aqui na cidade temos projetos que, por falta de apoio, não conseguiram se firmar”, comenta Iralice, lembrando também que a Petrobrás é a patrocinadora oficial da instituição desde 2007.

Num diálogo agradável, Iralice, Sônia e algumas artesãs contam história de como a associação mudou a vida das pessoas da cidade, não apenas pela oportunidade de aprendizado, mas principalmente pelo senso de pertencimento e valorização do indivíduo. As associadas manifestam o desejo de verem outros projetos na localidade conseguirem se firmar, e comentam que empresas privadas ‘de fora’ deveriam investir mais na cidade.

Com uma ampla cartela de clientes, a “Mãos que Criam” faz exposições, feiras e recebe encomendas. “Você pode nem saber, mas com certeza já comprou um produto que teve o toque das meninas da associação!”, descontrai Iralice. Lembrando que os frutos do trabalho coletivo sempre são maiores do que aparentam ser, Sônia descreve o sentimento de participar do projeto: “Estamos aqui para servir a comunidade”.

Por: Thiago Calixto Melo