segunda-feira, 28 de maio de 2012

Esporte

Ruas candangas invadidas por atletas

A cada final de semana, as ruas do Distrito Federal têm sido invadidas pelos “corredores de rua”, expressão utilizada na linguagem daqueles que procuram ter uma vida saudável através do exercício físico.  A corrida de rua de tem sido uma fonte vida saudável e também como uma opção de lazer, entretenimento e programa familiar.

Muitas entidades, empresas, grandes marcas de tênis e produtos esportivos têm investido nas famosas corridas que geralmente acontecem nas ruas do Plano Piloto. As corridas tem se tornado um hábito na vida dos participantes de todas as cidades do DF. E com essa grande repercussão, o cenário da prova tem mudado. Ela acontece geralmente nas avenidas L2 Sul e Norte, Eixo Monumental, no Parque da Cidade e agora faz parte do cotidiano de outras cidades do distrito.
 

Corrida no Guará. Foto: corredorderua.com.br
No dia 20 de maio foi a vez da cidade do Guará receber a quarta edição da Corrida de Rua do Guará realizada pela Administração da cidade. A corrida contou com mais de 1000 atletas que participavam da comemoração do aniversário da cidade.

Águas Claras

Os moradores da cidade de Águas Claras acordaram no domingo dia 26 de maio com um dia de muito sol e também com muitos atletas reunidos para a 2ª Corrida de Águas Claras. O Parque local foi o cenário de mais uma corrida que contava com pessoas de todas as idades com um único objetivo: qualidade de vida.

O atleta podia optar por três percursos: 2 km, 4.5 km e 9 km. Para quem quisesse participar era preciso fazer sua inscrição pelo site corredorderua.com.br  no valor de R$ 35 a R$ 40. Cada participante recebia um kit contendo uma camiseta, uma bolsa e no final da prova uma medalha de participação.

Mas para aqueles que desejam apenas fazer uma corrida sem comprometer o bolso todas as corridas contam com a turma da “pipoca”: atletas que fazem o percurso da corrida sem fazer a inscrição. Mas vale lembrar que esses não podem gozar de receber o seu kit e a medalha.

E para você que acompanha e quer fazer parte dessa equipe fique atento ao calendário das próximas corridas de rua:

17 de junho – Parque da Cidade

15 de julho - SUDOESTE

01 de setembro - NIGHT RUN

Por: Camila Rosa

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cultura

Policial retira jovens pichadores das ruas
Projeto Picasso não Pichava  vira arma de prevenção contra a criminalidade

O soldado da polícia militar Daibes Ottoni Filho troca diariamente a arma de fogo e o cassetete pelo pincel e ajuda jovens infratores a deixar de lado a criminalidade. Mais conhecido como Binho, o policial começou a desenhar aos três anos de idade e aos 15 já trabalhava com grafite. Acabou se formando em Artes Plásticas pela UNB, e por incrível que pareça, foi na polícia onde ele encontrou a possibilidade de continuar atuando na arte.

Daibes Ottoni Filho. Foto: divulgação.
Convidado pelo comando da PM, Binho aceitou trabalhar diretamente com o programa Picasso Não Pichava, que tem como finalidade principal recuperar jovens envolvidos com gangues de pichadores o que, na maioria dos casos, é o primeiro passo para o uso e tráfico de drogas, roubos, assaltos e até homicídios. “Agir de forma preventiva é a maneira mais eficaz. Prevenir é melhor que punir”, afirma. Os jovens participam de oficinas de grafite e são estimulados a produzir painéis e outras aplicações em escolas, por exemplo.



Ele já participou de cerca de 10 exposições coletivas e individuais, incluindo o Espaço Cultural Renato Russo, Galeria da Câmara dos Deputados, Biblioteca Demonstrativa de Brasília, e Mansão das Artes no SMPW. Atualmente está lotado na Subsecretaria de Programas Comunitários da Secretaria de Segurança Pública. Ottoni se diz realizado por poder ser útil e ter se tornado um agente transformador na vida de vários adolescentes. “Desde o início do projeto, passaram por mim mais de 50 jovens, desses, tenho o orgulho de dizer que aproximadamente 40 deixaram as ruas e retornaram ao convívio familiar.”



Saiba mais:




Por: Raquel Martins e Warlley Diniz

Cultura

Crianças e a Internet: qual o limite?

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ibope, divulgada recentemente, cerca de 40% das crianças usam a internet sem adultos por perto. As crianças com mais de 11 anos passam quase 18 horas por mês na internet. A psicóloga especialista em desenvolvimento infantil Stela Lobato orienta os pais quanto ao comportamento dos filhos na rede.

Stela Lobato. Foto: divulgação.
A especialista diz que o tempo que a criança deve gastar na internet e o conteúdo que ela acessa devem ser gerenciados pelos pais. “O tempo deve ser proporcional à idade da criança. Ou seja, quando muito pequena ainda, menos tempo e freqüência. O tempo vai aumentando gradativamente, na medida em que a criança vai crescendo. Cerca de 15 a 20 minutos por semana para uma criança pequena é suficiente”, orienta.

Para Rayana Castro, mãe de Lucas, de 11 anos,  o tempo na frente do computador é limitado. As razões vão desde o receio de que Lucas acesse conteúdo impróprio até a preocupação com a saúde dele. “Nós, que trabalhamos muito tempo na frente do computador, sabemos que o monitores forçam a visão, cansam os olhos e nos desestimulam a fazer outros exercícios e conquistar habilidades. Ficar o dia inteiro no computador impede que a criança brinque”, acredita.

Para os pais que trabalham o dia inteiro e não tem como controlar o tempo e o conteúdo de acesso dos filhos, Stela recomenda bloquear os sites. “É fundamental acompanhar o que seus filhos fazem. Estabeleça, portanto, o horário para o uso do computador para aquele período em que estará junto da criança. Aproveite para brincar junto. Caso sejam crianças maiores, oriente-as”.

Nas redes

Nas principais redes sociais – Facebook, Orkut e Twitter -, o número de usuários infantis cresceu de 500 mil para 3,5 milhões de crianças, em setembro de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. De acordo com o estudo, as crianças brasileiras, usam mais as redes sociais que as de outros países. Aproximadamente 11% do total de meninos e meninas de 2 a 11 anos usam esses sites no Brasil, quando a média em outros países não ultrapassa 7%.


Já o levantamento realizado pela TNS Research International – encomendada pelo jornal Valor Econômico - revela que 89% do público infantil - entre 6 e 12 anos - usa as redes sociais para trocar mensagens com os amigos. Para 86% dos internautas mirins, participar dos jogos disponíveis nas redes também é uma motivação, seguida pela visualização dos perfis dos amigos. Entre as crianças com perfil nas redes sociais, a preferência é pelo Orkut, do Google, usado por 89% do público, seguido pelo Facebook, 70%, e o Twitter, 30%.

 




Por: Rannyele Andrade

Esportes

Gato com sete vidas agora é Bi
Dimba conquista o quarto título brasiliense.
Goleador Dimba é tetra no DF

O torcedor alvinegro do Ceilândia, também conhecido como Gato Preto, pôde enfim comemorar o segundo título em três anos. Nesse sábado (19/05), mesmo perdendo por 1x0 para o Luziânia e jogando em casa, o Gato levou a melhor. Comandado pelo artilheiro Dimba, os jogadores levantaram a taça. O Gato agora é Bi-campeão.

O jogo
Com o regulamento debaixo do braço, o técnico Adelson de Almeida montou um esquema cauteloso. Três zagueiros e três volantes. Do outro lado João Carlos Cavalo entrou com três atacantes: Nelisson, Thiago Silva e Chefe. Partindo para cima, o Luziânia abriu o placar aos 43’ do primeiro tempo. Depois de um belo cruzamento do Kabrine, Chefe cabeceou sem chances para o goleiro Darci, deixando os 970 pagantes com um nó na garganta no Abadião. O resultado não era suficiente para o Azulino Goiano conquistar seu título inédito.
 

Apesar de receber forte marcação, Chefe fez o gol da vitória
No segundo tempo o Luziânia veio sem forças, nem parecia que precisava de mais um gol para levantar a taça. Em contrapartida, o Gato atacava em busca do empate. Em duas oportunidades esteve para empatar. Aos 6’, Allan Dellon tabelou com Dimba e obrigou o goleiro Edmar a operar um verdadeiro milagre. Aos 13’, Thiago Eciene  achou Dimba livre, que cabeceou para fora.  O tempo corria e os jogadores Azulinos se desesperavam. Quando o árbitro acenou, mostrando três minutos de acréscimo, a torcida alvinegra se levantou e começou a gritar “bi-campeão, bi-campeão”.

Um fato chamou a atenção: assim que o árbitro pediu a bola e terminou a partida e os jogadores se abraçaram, o técnico Adelson de Almeida correu para o vestiário, só saiu vinte minutos depois. Logo, apareceu esclarecendo a corrida. “Fica difícil falar no calor do jogo, venceu o melhor. Quero parabenizar o Luziânia que valorizou o nosso título”. Perguntado sobre sua permanência no comando do time, ele respondeu: “Vamos comemorar agora e amanhã; Ou melhor segunda-feira vou sentar com a diretoria e definir meu futuro”. O Ceilândia trocou de treinador três vezes neste ano: Marquinhos Bahia saiu entes da estréia e Ricardo Oliveira saiu na terceira rodada. Adelson assumiu em definitivo para conquistar o Bi-campeonato.

Série D
Além de ter conquistado a vaga da Copa do Brasil de 2013, o Ceilândia já está pensando no próximo adversário. Domingo o Gato enfrenta o Aparecidense pelo Grupo A5 na Série D do Brasileiro.

Peregrinação
Desde sua fundação em 23 de agosto de 1979, o Ceilândia Esporte Clube buscava esse momento. Foi em 2010, diante do todo poderoso Brasiliense, que o Gato conquistou seu primeiro título, depois de 31 anos. Agora, conquista o bi-campeonato e já é a segunda força do futebol de Brasília, tomando o lugar do Gama.

Por: Wagner Terra